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Há um espaço mágico em Alverca que transforma as mulheres em princesas. O centro de estética Lays tem cabeleireiro, tratamento de rosto, unhas, massagens, entre outros serviços de beleza e acaba de lançar uma campanha de mudança de visual. Tânia Miller, de Alenquer, foi a primeira felizarda com este passatempo. A proprietária de um ginásio no Carregado considera esta uma iniciativa muito importante, até para incentivar as mulheres portuguesas a valorizarem o seu potencial estético. Lays Cardoso pretende assim ajudar as mulheres que tenham dúvidas em relação à sua beleza e irá repetir este passatempo todos os meses. Para participar basta fazer gosto na página de facebook e esperar pelo sorteio. O centro de estética Lays existe há mais de cinco anos e tem imenso sucesso entre o público feminino. A razão é simples, como explicam as funcionárias. Josy Monteiro e Fernanda Soares, duas das funcionárias do centro de estética Lays. Fica na rua da Aviação, em Alverca.

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Alenquer está a apostar cada vez mais no vinho. Quase 80 por cento da produção vinícola da região de Lisboa brota de terras alenquerenses. Diversas quintas já descobriram este potencial, como é o caso da Casa Santos Lima que exporta a maioria do que produz e já organiza visitas turísticas. O crescimento tem sido enorme e a Câmara Municipal está a apostar na promoção. Há um museu, uma quinta ampelográfica onde se guardam as 50 castas de uva autóctone e em setembro a habitual festa do vinho ganha outra dimensão. Pedro Folgado, o presidente da Câmara Municipal de Alenquer, avisa no entanto que há ainda um longo caminho a percorrer quando, por exemplo, nos restaurantes da capital os vinhos de Lisboa passam ao lado de muitas ementas. O autarca vê o vinho como um dos principais factores de desenvolvimento de Alenquer mas acredita que o município tem enormes potencialidades que a autarquia quer desenvolver. Desportos radicais na serra do Montejunto, em parceria com a Câmara do Cadaval; turismo religioso, com maior promoção dos eventos do Espírito Santo; aposta na marca Vila Presépio de Portugal; e criação de novas receitas de codorniz na gastronomia são alguns exemplos do que se pode fazer nos próximos anos. Detalhes de uma entrevista que podes ler na edição de agosto da revista gira 👉 http://bit.ly/2vmdw9t

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Foi uma das tarefas mais duras que tive até agora no “Conta-me Histórias”: fazer um livro para alguém que já faleceu. Nunca tinha feito algo do género e quando a Cátia me contactou fiquei um pouco assustado com a tarefa. João, marido de Cátia, faleceu em julho de 2015, vítima de cancro. A história contei-a aqui há poucos dias e, à parte todo o drama, é uma prova de força e coragem de duas pessoas apaixonadas, que estiveram casadas durante uma década e, como tal, têm recordações únicas. Sou suspeito para escrever isto, mas desconheço melhor maneira de imortalizar a vida de alguém que não seja escrevendo um livro. Por isso, enfrentei o pedido da Cátia como um desafio e aceitei o projeto.

Confesso que, ao telefone, houve momentos em que estive emocionado, pronto a ir às lágrimas. Mas a força do outro lado da linha, a gargalhadas e a simpatia fizeram-me perceber que a Cátia é um exemplo de coragem e determinação. Atualmente, é voluntária num hospital e numa creche. Passa o tempo a ajudar os outros, esquece as tristezas e homenageia a memória do seu amado que, de certeza, está cheio de orgulho dela. “Ele disse-me para nunca deixar de ser feliz e de continuar a viajar como se ele estivesse ao meu lado”. Cátia já foi a Istambul, Madeira, Cabo Verde e há planos para continuar. Agora, pode juntar este livro, esta pequena obra de luxo, onde guarda fotografias e um texto que imortaliza a memória de um dos homens mais importantes na vida de Cátia. No futuro, ninguém, mas ninguém, poderá apagar o amor que Cátia e João viveram. Felicidades, Cátia.

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Sofia pediu-me para fazer um livro sobre a relação dela com Pedro. Os dois conhecem-se há cerca de oito anos e namoram desde 2010. São um casal feliz, com as suas atribulações habituais, que vivem em Inglaterra e planeiam ter um filho nos próximos tempos. Mas são mais dois enfermeiros “forçados” a emigrar.

Estava a ser difícil encontrar emprego por cá e por isso Sofia partiu à aventura. Numa primeira tentativa desistiu, cansada que estava da distância. Porém, regressada a Portugal, o cenário cinzento mantinha-se e, após novas tentativas frustradas, decidiu voltar a terras de sua majestade. Desta vez para ficar. Pedro, que até tinha um emprego estável, aguentou pouco tempo e decidiu correr atrás da sua amada. Largou um contrato sem termo, colegas, família, e partiu à aventura. É ou não é algo que se faz só por amor? Hoje, conseguem ter estabilidade suficiente para ponderar ter um filho, alugar uma casa e pensar num futuro mais risonho.

Durante estes seis anos de namoro, há imensas recordações e as fotografias que me chegaram à caixa de correio electrónico são deslumbrantes. “O Pedro adora fotografia e nós temos muita imaginação”, revelou-me numa das entrevistas. Tudo em segredo, claro, para o namorado ter a surpresa da vida dele. “Eu quero recordar o nosso percurso e fazer qualquer coisa de especial”, confidenciou-me ao telefone, através do whatsapp. “Sinto que passámos por tanta coisa, que quero que ele sinta que gosto muito dele e que para mim ele é a pessoa mais importante da minha vida”. Ufa! Tarefa complicada, como deve imaginar. Mas são estes desafios que me animam e me deixam com genica.

Há muitos pormenores nele que a deixam deliciada: a pacatez, o humor, a sinceridade, a humildade, o coração terno e, claro, aquela organização metódica com que ele pinta o seu dia a dia. O quarto está sempre num aprumo, a mesa bem posta, os ficheiros no computador perfeitamente ordenados e a casa de banho garantidamente num brinco. Ela admira aquela dedicação e capacidade inatas que, nela, saem-lhe a custo. É um conforto saber que ele está ali quando ela menos tem vontade e força para continuar. O Pedro é o amparo da Sofia, esta é a verdade.

Sofia cresceu perto de Coimbra. Em pequenina, adorava acompanhar os avós no campo. Metiam-na no burrinho e lá ia ela vê-los cavar, apanhar couves, semear batatas, tudo com o vento a bater-lhe na cara, o sol a raiar o horizonte e o céu azul, às vezes coberto de nuvens. Já Pedro é o mais novo de quatro irmãos. A gravidez foi de risco, por isso a mãe foi seguida por médicos. Tudo correu pelo melhor e ao mundo veio um menino de olhos pretos grandes e esbugalhados, sedentos de vida. Foi muito acarinhado e protegido por toda a família. É o filho caçula, mimado pelos pais e irmãos. Contudo, ao contrário do que se poderia imaginar, este excesso de atenção não o transforma num indivíduo arrogante e vaidoso, um estereotipo comum nestes casos. Bem pelo contrário, Pedro é um rapaz sensível, afável, calmo, atencioso, trabalhador e observador. Sofia e Pedro cruzam-se no Hospital de Coimbra. Primeiro, colegas no MySpace e, depois, como amigos a passear pela praia ou em caminhadas por esse Portugal fora. Hoje moram junto ao mar, numa terra pacata, na costa este da Inglaterra. A cidade tem um areal extenso, onde o mar gelado bate com força, trazendo a maresia para dentro das casas. Às vezes vão até ao Atlântico matar saudades e olhar para o horizonte. Lá ao fundo, poderá estar um menino ou uma menina. Será o fruto desta história de amor. Um pequeno ser transportará para a eternidade a existência daquele elo. Sim, em breve vão estar em casa, saboreando o cheiro do bacalhau no forno, a ouvir o vento a bater nas janelas, o frio a varrer as ruas, enquanto a televisão está ligada na BBC. E pelo meio das pernas da Sofia e do Pedro vai correr uma criança feliz, resplandecente, de gargalhadas sonoras a chamar pela mãe e pelo pai. “Mãe, pai, peguem-me ao colo”.

Ficou um livro lindo e agora é que ninguém vai poder esquecer esta união. Os altos e baixos de Pedro e Sofia. Filhos, netos, bisnetos, pais, avós, tios e tias, nunca vão esquecer esta história de amor bonita. No final, até eu fiquei emocionado com as palavras da Sofia. “Meu Deus, escreve mesmo bem. Fez-me chorar. Está perfeito, mesmo desconhecendo todos pormenores, está muito bem ficcionado”. Há dias, o livro chegou a casa dela e, num momento romântico, imagino eu, ofereceu-o ao Pedro. “Ele adorou. Disse que foi a melhor prenda que recebeu. Chorou e tudo! Muito obrigado, António”. Eu é que agradeço. Sofia, foi um prazer. Fico tão contente que tenham gostado. Desejo-lhe a si e ao Pedro toda a felicidade do mundo!