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Alenquer está a apostar cada vez mais no vinho. Quase 80 por cento da produção vinícola da região de Lisboa brota de terras alenquerenses. Diversas quintas já descobriram este potencial, como é o caso da Casa Santos Lima que exporta a maioria do que produz e já organiza visitas turísticas. O crescimento tem sido enorme e a Câmara Municipal está a apostar na promoção. Há um museu, uma quinta ampelográfica onde se guardam as 50 castas de uva autóctone e em setembro a habitual festa do vinho ganha outra dimensão. Pedro Folgado, o presidente da Câmara Municipal de Alenquer, avisa no entanto que há ainda um longo caminho a percorrer quando, por exemplo, nos restaurantes da capital os vinhos de Lisboa passam ao lado de muitas ementas. O autarca vê o vinho como um dos principais factores de desenvolvimento de Alenquer mas acredita que o município tem enormes potencialidades que a autarquia quer desenvolver. Desportos radicais na serra do Montejunto, em parceria com a Câmara do Cadaval; turismo religioso, com maior promoção dos eventos do Espírito Santo; aposta na marca Vila Presépio de Portugal; e criação de novas receitas de codorniz na gastronomia são alguns exemplos do que se pode fazer nos próximos anos. Detalhes de uma entrevista que podes ler na edição de agosto da revista gira 👉 http://bit.ly/2vmdw9t

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Foi uma das tarefas mais duras que tive até agora no “Conta-me Histórias”: fazer um livro para alguém que já faleceu. Nunca tinha feito algo do género e quando a Cátia me contactou fiquei um pouco assustado com a tarefa. João, marido de Cátia, faleceu em julho de 2015, vítima de cancro. A história contei-a aqui há poucos dias e, à parte todo o drama, é uma prova de força e coragem de duas pessoas apaixonadas, que estiveram casadas durante uma década e, como tal, têm recordações únicas. Sou suspeito para escrever isto, mas desconheço melhor maneira de imortalizar a vida de alguém que não seja escrevendo um livro. Por isso, enfrentei o pedido da Cátia como um desafio e aceitei o projeto.

Confesso que, ao telefone, houve momentos em que estive emocionado, pronto a ir às lágrimas. Mas a força do outro lado da linha, a gargalhadas e a simpatia fizeram-me perceber que a Cátia é um exemplo de coragem e determinação. Atualmente, é voluntária num hospital e numa creche. Passa o tempo a ajudar os outros, esquece as tristezas e homenageia a memória do seu amado que, de certeza, está cheio de orgulho dela. “Ele disse-me para nunca deixar de ser feliz e de continuar a viajar como se ele estivesse ao meu lado”. Cátia já foi a Istambul, Madeira, Cabo Verde e há planos para continuar. Agora, pode juntar este livro, esta pequena obra de luxo, onde guarda fotografias e um texto que imortaliza a memória de um dos homens mais importantes na vida de Cátia. No futuro, ninguém, mas ninguém, poderá apagar o amor que Cátia e João viveram. Felicidades, Cátia.